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O aumento dos preços do diesel, uma consequência direta da guerra no Oriente Médio e do bloqueio do Estreito de Ormuz, desencadeou reajustes significativos na tabela de fretes rodoviários da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Os custos de transporte já registram elevações de até 7%, dependendo do tipo de operação e das rotas impactadas, pressionando diversos setores da economia.
A elevação afeta principalmente as rotas onde as cotações estavam próximas ao piso, conforme apontado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Esalq (Esalq-Log). Dentre os mais atingidos estão os trajetos de escoamento de grãos do Centro-Oeste para os portos do Sul e Sudeste, bem como as operações que utilizam o conceito de “frete de retorno”, envolvendo o transporte de commodities e insumos importados em viagens de longa distância, como de Mato Grosso para Santos ou Paranaguá.
Dados da Esalq-Log revelam a dimensão do impacto: na primeira quinzena de março, o frete de Sorriso (MT) a Paranaguá (PR) alcançou R$ 389 por tonelada, um aumento de 2,91% em relação a fevereiro. No percurso de Sorriso (MT) a Santos (SP), a alta foi de 1,76% no mesmo período. A tendência, segundo Fernando Bastiani, pesquisador da Esalq-Log, é de novas altas, com a variação anual já indicando elevações de mais de 21% em algumas rotas, superando o patamar de março de 2025.
A Lei 13.703/2018 determina que a tabela de pisos mínimos de fretes seja reajustada sempre que a oscilação do diesel superar 5%. Somente na última semana, o diesel acumulou uma alta de 11,84%, chegando a R$ 6,80 por litro e ativando o gatilho da ANTT para os reajustes, que desta vez ficam entre 4,82% a 7% em média. Essa escalada nos valores do combustível é atribuída ao conflito no Oriente Médio, que fez o barril de Brent saltar de US$ 75 para mais de US$ 110.
Especialistas alertam para a gravidade da situação. Filipe Nielsen, do Citi Brasil, e Olivier Girard, da Macroinfra Consultores, preveem um aumento rápido e contínuo nos preços do frete e do combustível caso a situação no Estreito de Ormuz não se normalize. Em algumas regiões, como Mato Grosso, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) denunciou ao Procon-MT uma “alta repentina” no diesel adquirido por Transportadores Revendedores Retalhistas (TRR), com o preço do diesel S500 subindo 28% desde o dia 9, para R$ 7,47 por litro, apesar do pico de escoamento da safra já ter ocorrido.
Fonte: Agro Noticia
Escrito por Paulo Roberto Dias
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